terça-feira, 20 de março de 2012

Tempo De Descansar


"Ao que ele lhes disse: Vinde vós, à parte, para um lugar deserto, e descansai um pouco. Porque eram muitos os que vinham e iam, e não tinham tempo nem para comer"(Marcos 6:31). 

Um membro de igreja aproximou-se de seu pastor e disse: "Eu liguei para você na segunda-feira mas não o encontrei". O pastor explicou que era seu dia de folga e que havia saído com a família. "O que?" falou com espanto e demonstrando toda a sua santa indignação, "o diabo não tem um dia de folga". "Você está certo, " disse o ministro, "e se eu não tiver um dia de folga, apenas seria igual a ele!"
Muitas vezes, na ânsia de servir, de mostrar toda a nossa capacidade, de tentar alcançar nossos sonhos e até de demonstrar nossa santidade e espiritualidade, enveredamos por uma estrada de grandes esforços que só nos levará ao cansaço e decepções.
Trabalhar bem não significa trabalhar sem parar. Servir, com dedicação, a Deus, não significa doar-se completamente, deixando de lado nossas obrigações pessoais e familiares. O próprio Senhor ensinou isso a Seus discípulos. Se negligenciamos os cuidados do lar, do marido e esposa, dos filhos e do nosso relacionamento com a sociedade, todo o nosso trabalho incessante e espiritual, de nada servirá.
É necessário um equilíbrio, um esforço consciente, um descanso para recuperar forças e novos aprendizados. Um trabalho menor, mas de melhor qualidade, é muito mais importante e de maior valor para todas as áreas de nossa vida.
Eu gosto do texto bíblico que fala da grande pescaria no Mar da Galiléia. O grande milagre não aconteceu após o trabalho de toda uma noite, mas, após um pequeno intervalo onde os discípulos pararam para descansar e limpar suas redes. 
Se o cansaço de muitas tentativas, sem sucesso, tem lhe desanimado, lembre-se do ensino do Mestre. Pare um pouco, descanse no Senhor, busque Sua direção e ensinamentos. Ele renovará suas forças, seu vigor espiritual, sua fé e sua esperança. Você verá que, debaixo de Sua graça, as bênçãos serão maiores e o trabalho menor.


Vale a Pena Ler!

“Cada um de nós já se relacionou com centenas de pessoas que nunca nos olharam além de nossas aparências. Já nos relacionamos com centenas de pessoas que, ao olhar para nós, começam a calcular a nossa utilidade, o que poderão obter de nós. Temos conhecido centenas de pessoas que, mal nos vêem, fazem de nós um rápido julgamento, classificando-nos então em determinada categoria, para que não tenham que se relacionar conosco como pessoas. Tratam-nos sempre como se fôssemos menos do que somos, e, se nos relacionarmos constantemente com essas pessoas, nos tornaremos realmente menores!

Então, um homem ou uma mulher que não busca alguém para usar entra em nossa vida; ele, ou ela, é suficientemente paciente para descobrir o que se passa realmente dentro de nós, e é seguro o bastante para não explorar nossas fraquezas ou atacar nossas forças; e reconhece nosso direito à vida interior e a dificuldade que temos para viver inteiramente as nossas convicções íntimas. E então apóia e facilita o que há no fundo do nosso coração. Ele, ou ela, é um amigo.”

[Trecho do Livro: Transpondo Muralhas]
Eugene Peterson.
 

Como conhecer a vontade do Senhor ?



Vejamos alguns parâmetros gerais sobre decisões e escolhas:
Existem decisões em nossas vidas que são muito importantes, pois mudam completamente o rumo da nossa história. A escolha do curso superior, da profissão, do emprego, do cônjuge, são apenas alguns exemplos de decisões muito sérias. Decidir sobre um namoro pode parecer algo de pouca importância, mas, considerando que o mesmo pode conduzir ao casamento, é necessário que a questão seja examinada com seriedade. Mudar de igreja ou de cidade pode também alterar muito a vida de uma pessoa. Nessas horas, precisamos de uma direção segura, pois as conseqüências, boas ou más, podem ser irreversíveis.
Temos liberdade de escolha, mas só o SENHOR pode nos mostrar a melhor opção. Somos semelhantes ao motorista numa rodovia, que precisa decidir corretamente diante das encruzilhadas e trevos, pois o retorno pode ser muito difícil e distante. Em algumas situações da vida, não há como voltar.
É imprescindível, portanto, que aprendamos a ver e entender os sinais que nos ajudarão a andar no melhor caminho.
Como descobrir a direção certa?
- Bom senso, inteligência e conhecimento são importantes e úteis, mas podem não ser suficientes. Use sua capacidade intelectual, mas não se apóie totalmente nela. Por mais conhecimento que possamos adquirir, não seremos oniscientes ou prescientes. Portanto, somos dependentes do SENHOR.
“Confia no SENHOR de todo o teu coração, e não te estribes no teu próprio entendimento” (Pv.3.5).
- Ouça a voz da consciência, mostrando o que é certo e o que é errado. Entretanto, isto não é tudo. Como disse o Pr. Márcio Valadão, “se vamos fazer ou deixar de fazer alguma coisa, não é apenas por se tratar de algo certo ou errado, mas por estar ou não de acordo com a vontade do SENHOR para nós”. Podemos estar diante de duas opções certas, porém existe uma melhor que a outra. Precisamos da direção divina para escolher bem.
- Ore, entregue a vida ao SENHOR, peça a ele orientação (Salmo 37.5). Um filho que se recusa a pedir o conselho dos pais age como se fosse órfão. Quando tomamos decisões sem orar, a responsabilidade é toda nossa. Quando oramos, dividimos a responsabilidade com o SENHOR. O SENHOR responde de várias formas. Podemos ouvir a sua voz diretamente, mas ele nos fala também através da bíblia e das pessoas que estão à nossa volta.
- Conheça a bíblia e siga os seus princípios. Não se trata de imitar os personagens nem de encontrar decisões prontas. A bíblia nos dá parâmetros para boas escolhas. Se a nossa resolução estiver de acordo com a justiça, a verdade, a fé, a misericórdia e a bondade, é bem provável que esteja correta. Por outro lado, se você sabe que a bíblia proíbe algo, não adianta orar e pedir direção do SENHOR sobre o assunto.
“Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai”. (Fp.4.8).
Creio que essa lista de valores deve ser também a base para as nossas decisões e escolhas.
- Ouça o conselho das pessoas mais experientes, principalmente daqueles que exercem autoridade sobre você. A orientação dos líderes deve ser seguida enquanto estiver de acordo com os princípios bíblicos. “Assim diz o Senhor: Ponde-vos nos caminhos, e vede, e perguntai pelas veredas antigas, qual é o bom caminho, e andai por ele; e achareis descanso para as vossas almas…”. (Jr.6.16). Em assuntos de ordem pessoal, o líder eclesiástico deve orientar, mas não pode tomar decisões no lugar dos liderados. Se você sabe que a bíblia ordena ou proíbe algo, não é necessário pedir orientação do líder.
- Além de todos os meios já citados, o cristão pode contar com a direção do Espírito Santo, conforme falamos no início. Ele é uma pessoa que tem vontade própria e se expressa de várias maneiras, inclusive por meio dos dons espirituais (ICor.12; At.13.1-2). Uma de suas principais funções neste mundo é nos conduzir à verdade (João 16.13 ). Quando não ouvimos claramente a voz do Espírito Santo, creio que ele pode nos guiar através de uma convicção interior que produz paz em nossos corações.
- O SENHOR nos guia também por meio das circunstâncias. Vemos isso na história de José do Egito. Ele teve sonhos proféticos e depois foi conduzido silenciosamente através de fatos diversos que o levaram ao palácio de Faraó. Quando o SENHOR se cala, devemos apenas confiar nele.
Se, em algum momento, não houver direção, não houver certeza, talvez seja melhor não sair do lugar. Nesse caso, se a decisão puder ser adiada, que seja, mas não por preguiça, medo, negligência ou covardia. Quando Israel viajava pelo deserto, havia uma nuvem que o guiava (Num.9.15-23). Se a nuvem estivesse parada, o povo deveria permanecer naquele lugar. Existem momentos em que devemos esperar, com paciência, até que recebamos uma ordem, uma orientação ou um sinal. Jesus foi levado pelo Espírito Santo ao deserto, mas ele não ficaria ali para sempre. O deserto pode ser uma passagem, mas não uma morada. Depois, Cristo voltou para a cidade e foi exercer seu ministério. Queremos fazer a obra do SENHOR com êxito e vitória?
Precisamos enfrentar o deserto, conduzidos pelo Espírito Santo.