Segundo o Evangelista João, diante dos tristes
momentos por virem, seus discípulos ficaram atônitos, perguntando-se sobre o
que seria da vida deles sem seu mestre.
Jesus olha para dentro dos seus discípulos,
tanto os que se mostravam desesperados quanto os que se mostravam calmos, e vê
a preocupação lhes tomando os corações.
Então, dirige-lhes as doces palavras: “Não se perturbe o coração de vocês.
Creiam em Deus; creiam também em mim" (João 14.1).
A cena pode ser transferida para os nossos dias
e mirar também os nossos corações.
As palavras de Jesus nos soam como uma promessa
e um convite, porque somos submetidos a pressões diversas.
Como não
ficar com o coração perturbado quando a lógica é que fiquemos perturbados?
Como ter paz no coração, que é ter o coração
revestido de serenidade mesmo quando o problema a tragédia bate a nossa porta?
Jesus responde: "creia em Deus; creia em mim".
É como se dissesse: "Daqui a pouco eu serei crucificado, mas não fiquem
perturbados. Creiam em Deus; creiam em mim. Daqui a pouco eu estarei morto, mas
não fiquem perturbados. Creiam em Deus; creiam em mim".
Em forma sintética, Jesus nos diz, então agora,
podemos imaginar: "Creia na
soberania absoluta, na sabedoria absoluta, na fidelidade absoluta, no amor
absoluto de Deus”.
Creia no Deus Poderoso do Antigo Testamento, que
fez o que fez.
Creia no Deus Amigo do Novo Testamento, que fez
o que fez.
Eu [Jesus] Sou a prova de que Deus não mudou.
Lembre-se do Deus que agiu no passado, no
passado registrado na Bíblia, no passado de seus discípulos, no passado de sua
família, no seu próprio passado.
O Deus que agiu no passado age agora também.
Lembre-se
que, em situações difíceis da sua vida, você encontrou alívio para a sua
tristeza nas promessas de Deus.
Estas promessas continuam impressas em letras de
ouro que brilham diante de vocês.
Quando diz "creia
em Deus, creia também em mim", Jesus está dizendo que as promessas
de Deus estão demonstradas visivelmente Nele.
Jesus não nega as dificuldades, fechando os
olhos para a realidade.
Não espera que neguemos as pressões e nos
afundemos numa religião que pretenda impedir que vejamos que sintamos que
soframos. Ele quer que creiamos.
Jesus nos diz que a paz interior não vem de uma
vida mergulhada em tranqüilas circunstâncias.
Mas de corações que não ficam perturbados com as
circunstâncias difíceis.
Sejam pressões por resultado no trabalho ou
dificuldades por falta de trabalho, sejam conflitos desanimadores em casa ou demandas irrefreáveis por consumo, sejam
perspectivas sombrias sobre a saúde (nossa ou de pessoa querida) ou a alucinação
do corpo, sejam desgraças da injustiça, da criminalidade e da crueldade humana
ou falta de sentido por excesso de sentidos, seja o fio da dúvida se tornando
caudaloso ou a fé transbordando ao ponto de virar alienação.
A paz
interior vem de Jesus, por meio da fé Nele como Senhor e Salvador.
Nosso problema é que, na busca da paz, gastamos
mais tempo evitando as dificuldades do que conhecendo Jesus Cristo, em quem
está a plena liberdade.
A paz interior vem não para quem nega as
adversidades, mas para quem às enfrenta com o Poder de Jesus.
A paz interior vem não para quem encara a
adversidade confiante na força da sua sabedoria, mas para quem as enfrenta
confiante no Poder de Jesus, em Quem crê.
Quando diz "creia
em Deus, creia também em mim", Jesus está nos convidando a crer Nele
como Senhor e Salvador.
“Deus
sempre nos dá conforto em meio à tristeza, paz em meio à tempestade, estabilidade
em meio às mudanças, perdão em meio ao pecado e amor em meio ao ódio”.
(Pensamento chinês)
Jesus é a promessa concretizada de paz na vida.
Quando estava na agonia máxima provocada por
seus inimigos, orou: "Pai,
perdoa-lhes porque não sabem o que fazem".
Sua paz não vinha de ser amado pelas pessoas.
Sua paz vinha de sua comunhão com o Pai.
Jesus é a promessa concretizada de orientação
para vida.
Quando não sabemos o que fazer, abrimos os Evangelhos
e encontramos luz para a nossa caminhada.
Ele disse: "Eu
sou a luz do mundo". Bendito é aquele que se deixa conduzir por
esta luz.
As trevas forçam, mas não predominam porque
Jesus é a luz do mundo.
Quem se põe no foco desta luz enxerga e não
tropeça.
CONTINUA

