segunda-feira, 2 de julho de 2012

Jesus esperança aos desesperados Parte 03



II – O desespero de Jairo levou-o a transpor barreiras para ir até Jesus.
  Jairo precisou vencer duas barreiras antes de ir a Jesus:
  Em primeiro lugar, a barreira da sua posição.
  Jairo era chefe da sinagoga, um líder na comunidade.
  A sinagoga era o lugar onde os judeus se reuniam para ler o livro da Lei, os Salmos e os Profetas, aprendendo e ensinando a seus filhos o caminho do Senhor.
  Jairo era o responsável pelos serviços religiosos no centro da cidade no sábado, pela escola, e tribunal de justiça, durante o restante da semana.
  Ele supervisionava o culto, cuidada dos rolos da Escritura, distribuía as ofertas, e administrava e cuidada do edifício onde funcionava a sinagoga.
  O líder da sinagoga era um dos homens mais importantes e respeitados da comunidade.
  A posição religiosa, social e econômica de um homem, entretanto, não o livra do sofrimento.
  Jairo era líder, rico, influente, mas a enfermidade chegou à sua casa.
  Seu dinheiro e sua influência não puderam manter a morte do lado de fora da sua casa.
  Os filhos dos ricos ficam doentes e morrem também.
  John Charles Ryle diz que “a morte vem aos casebres e aos palácios, aos chefes e aos servos, aos ricos e aos pobres. Somente no céu a doença e a morte não podem entrar”.
  Cônscio da dramática realidade que estava vivendo Jairo despojou-se de seu status, e prostrou-se aos pés de Jesus, pois ele era suficientemente grande para vencer todas as barreiras na hora da necessidade.
 Muitas vezes, o orgulho pode levar um homem a perder as maiores bênçãos.
  Naamã se recusou a obedecer à ordem do profeta Eliseu para mergulhar no rio Jordão.
  Não fora a intervenção de seus servos, teria voltado para a Síria ainda leproso.
  Em segundo lugar, a barreira da oposição dos líderes religiosos.
  A essas alturas, os escribas e fariseus já se mancomunavam com os herodianos para matarem a Jesus (Mc 3.6).
  As sinagogas estavam fechando as portas para o rabi da Galiléia.
  Os líderes religiosos viam-no como uma ameaça à religião judaica.
Jairo precisou romper com o medo da crítica ou mesmo da retaliação dos maiores líderes religiosos da nação